Monday, April 16, 2012

Episódio 1 - "Salamandra ruivinha"


Episódio 1 -  "Salamandra ruivinha"

Trá!trá!trá! (estalos de ossos), Ivo Neto acaba de ouvir seu despertador em forma de galinha tocar em sussurros  de uma bela voz feminina “Buenos dias, Buenos dias...”, porém isso deixa de ser sexy quando repetido mais de vinte vezes até que o rapaz custasse a acordar, Ivo nunca deixava de dar seus três estalos no dedão esquerdo do pé antes que levantasse da cama, segundo ele, uma vez que não os fez, seu cachorro Messias morreu no mesmo dia e ainda por cima o garoto pegou sua primeira recuperação em Ciências Sociais, desde de então para Ivo isso se tornou um sinônimo de má sorte.
Ao sair do banheiro após escovar os dentes e com mais um recorde de jatos ininterruptos de seu “xixi “matinal ( 39 segundos, indicies altos como estes aconteciam geralmente de sábados após as ressacas de sextas- feira no Mastro Bar) Era um lindo sábado que punha-se como um retrato na janela do quarto de Ivo, um dia agradável onde a cidade via-se cheia devido a emenda de feriado, um dia propício para, segundo ele... “Chatiar” na internet; demorou um tempo para que achasse seu notebook em meio a tanta desordem no quarto, fazia tempo que não o arrumava.
Após uma passada rotineira em todas as 13 redes sociais em que Ivo foi se afiliando ao longo do tempo e de apagar os seus 6 e-mails diários de sites de compra coletiva, já a vontade em uma de suas salas preferidas de um bate-papo, ele aproveitava seu sábado do jeito que pedia a deus, no instante seguinte a primeira janelinha que projetava-se no canto inferior direito do monitor do rapaz dizia: “salamandra_ruivinha acabou de entrar na sala”, ao lado do nome, uma foto de uma iguana com um cigarro na boca; aquilo chamou atenção do rapaz , que logo em seguida deu dois cliques em cima da janela e enviou um simples “Olá” seguido de uma singela carinha feliz.


                                                            * * *

Trá!trá!trá!, Ana foi mais rápida que seu padastro dessa vez na “forma de Paulo”, ao tirar o liquidificador da cabeça do rapaz em mais uma de suas tentativas de suicídio, era sexta-feira, exausta do trabalho, Ana não se estressava mais com as crises bipolares de Pedro Paulo, e sabia que minutos mais tarde, seu padastro iria bater na porta de seu quarto, desta vez em “forma de Pedro” oferecendo-lhe uma vitamina de maça e banana batida com leite no mesmo liquidificador assassino, como pedido de desculpas.
Ana entrou em seu quarto e na janela estava Edgar Santiago, sua iguana, contemplando a bela noite e o céu estrelado pressagiando um belo sábado que estava por vir.
Que noche! Como en los alpes de los Andes , era o que Ana ouvia de sua iguana doméstica latino-americana, ela o respondeu dizendo que já estava de saída, em uma sexta feira era difícil de não tomar aquela gelada no barzinho da esquina, Edgar respondeu com uma piscadela e um “No problem” , sim ele era poliglota, porém era como um aconselhador pessoal de Ana, pois ela teimava com tudo e com todos que podia conversar com Edgar desde o primeiro momento em que ela o viu, só que não pode provar isso para ninguém até então.
 Pronta e perfumada ela sai em mais um de seus embalos de sexta feira a noite, que na maioria das vezes se estendem e tornam-se embalos de sábado ao amanhecer; antes de sair Ana despediu-se de seu padastro e falou para Edgar tomar cuidado com predadores noturnos, pois ele estava dando sopa ali na janela no calar da noite, “Só mas una cigarrilha, muchacha” , foi a resposta do réptil autossuficiente.
Na bela manhã de sábado, Ana é despertada pelo barulhinho ensurdecedor de uma das janelas do bate-papo que acidentalmente ela tinha esquecido de fechar antes de sair para gandaia da noite anterior, furiosa para não dizer coisa pior, ela resolve ver quem a havia chamado e não teve como conter o riso do infame nickname do cidadão cibernético, era uma reverencia ao ator/lutador Bruce Lee, e algumas palavras em mandarim algo como: “Ivo_Lee 北方話”, com uma foto montagem do rosto da pessoa com o astro do cinema quebrando tijolos com as proprias mãos. Ana não deu a mínima importância e voltou ao seu sono, que até então era de poucas horas, para ela essa coisa de chats online era pura besteira e admite que fora influenciada por suas amizades a usá-los.

Sunday, April 15, 2012

Conheça Ana e seu companheiro Edgar Santiago


Ana Joyce Moraes:

Corpo franzino, cabelos vermelhos encaracolados, olhos verdes, lábios carnosos.
Ana gosta de: ervas medicinais, filmes eróticos (caseiros),pêssego em caldas, audiobooks, répteis, pão com mortadela e de roer as unhas do pé.
Ana não gosta de: toalha nova, homens que se depilam, de quem não gosta de répteis, ovos mexidos, almoço em família e chats online.
Ana Joyce trabalha como massagista e acupunturista, porém se formou em ciências sociais e já fez alguns bicos em diferentes áreas, desde de auxiliar em administração a gerente de um pet shop.
Gastou grande parte de seu tempo escolar como fundadora e presidente do grêmio estudantil da escola de sua cidade, com personalidade e gênio forte e um poder de persuasão fora do comum, Ana sempre fora respeitada perante aos colegas ou ao menos temida, como ela mesmo preferia ser; porém apesar de parecer uma pessoa rude ou insensível, Ana Joyce tinha um grande coração e uma ótima autoestima, somente os que tinham o privilégio de ter um contato mais próximo com ela poderiam vir a saber disso.
O verdadeiro pai de Ana até hoje nunca se soube a respeito, na vizinhança corriam boatos de que ele havia sumido com uma dançarina de funk e fora tentar a vida como MC nas periferias do Rio de Janeiro, isso Ana ainda tinha seus 2 anos, então viveu com sua mãe e seu padrasto bipolar Pedro Paulo, (o nome não era mera coincidência com a doença que sofria); Ana infelizmente só teve a imagem da figura materna até seus 7 anos, quando a noticia em que Maria Júlia Moraes, sua mãe, havia sido abduzida por seres extraterrestres em uma expedição que fizera pelos arredores na cidade de Varginha, se espalhava pelos jornais locais.
Mas Ana superou bem seus traumas de uma infância um tanto quanto conturbada, vive com seu padastro até hoje, no qual ela se da muito bem, isso depende muito da hora, do dia, ou se ele tenha tomado a medicação contra sua bipolaridade, Ana diz preferir as situações em que condizem com o personagem por ela chamado de Pedro”, separando o nome composto do padrasto e o transformando em dois nomes simples para zombar da tal patologia.
Além do padrasto, mais um ser divide o pequeno quitinete, ou melhor, este divide o quarto com Ana. Edgar, sua iguana mais do que estimação, a menina ganhara em seu primeiro emprego aos 14 anos em um pet shop, Edgar já possui seus mais de oito anos de vivencia e Ana jura poder conversar com o réptil desde o primeiro momento em que ela o conheceu, alguns amigos o chamam de louca ou põem a culpa em seu vasto interesse por ervas medicinais mas Edgar sempre foi um grande companheiro e aconselhador para todas as horas.
Ana Joyce tem tido uma vida tranquila ultimamente, porém o mesmo ciclo de amizades e de rotinas as tem deixado carente e se sentindo solitária, Ana tem recorrido a certos métodos que antes nunca lhe interessaram, mas isso só como uma tentativa dela conhecer alguém ou ao menos se distrair um pouco.

Edgar Santiago:

“Nascido” na casa de animais de “estimação” Pet Legal, Edgar só tem recordações de poucas coisas, obviamente que o dono do pet shop não iria deixar animais selvagens expostos em vitrines uma vez que os mesmos não tinha a autorização do IBAMA para isso. Edgar lembra de uma caixa de papelão e de seu irmão que ele mesmo nomeou de Ovo, pois foi a única forma em que o pobre réptil o conheceu. O dono do estabelecimento geralmente vinha comprando remessas de ovos de iguanas contrabandeados do Chile, segundo ele era a nova moda na época ter uma iguana como animal de estimação e isso estava lhe trazendo muito dinheiro.
O sobrenome autointitulado pelo próprio jovem Edgar se diz respeito a caixa de papelão em que ele e seu irmão Ovo moravam nos fundos da loja, na caixa lia-se, Fragile be careful! From: Santiago (Frágil, tome cuidado! de: Santiago, Chile) e não se sabe como que uma iguana latino americana que havia acabado de chocar-se de seu ovo já possuía o dom de ler, e ainda por cima em inglês.
Seu grau de interação com seres humanos é limitado, porém não é isso que sua dona pensa.
Edgar Santiago gosta de: frutas (em especial bananas), ler romances e filosofia, tomar sol, fumar cigarros com piteira e assistir ao Discovery Chanel.
Edgar Santiago não gosta de: caixas de papelão, ser zombado de seu sotaque levemente castelhano, comer ovos (em respeito a seu irmão), rações para répteis e de donos de pet shops.

Tuesday, April 3, 2012

Conheça Ivo


Ivo Neto Albuquerque:

Jovem de cabelos castanhos, estatura média e olhar levemente estrábico, formado em engenharia ambiental, trabalha fora da área, em um canal de vendas pela televisão.
Ivo gosta de: bolas de gude, selos, cartas de RPG, cavalos marinho, chats online, bolo de fubá, raspar o fundo da panela do bolo de fubá e piercing no umbigo (das mulheres)
Ivo não gosta de: guardanapos, descendentes de indianos, ketchup, livros de auto-ajuda e da letra “Y”.
Possui uma personalidade fraca e geralmente é influenciado pela opinião  dos outros ao seu redor, nunca fora o garoto mais popular na escola, mas sempre andava entre os mesmos; estudou inglês obrigado por seu pai Ivo Angelo Albuquerque Filho e fez 6 meses de mandarim por vontade própria, Ivo sempre se interessou muito sobre história geral e pela gastronomia oriental; pratica bocha desde de seus 9 anos, influenciado pelo seu avô Ivo Ilio Albuquerque; os nomes de seus parentes paternos explicam o porque do Neto” em seu nome, mas não explicam o porque de estar após seu primeiro nome e não no final.
Ivo e sua vida amorosa, estão sempre entre altos e baixos, um rapaz livre de preconceitos e desapegos materiais, já namorou e saiu com vários tipos de mulheres, desde de seu primeiro amor a coreana Xang Nonku, passando por vários outros rolos que a vida o proporcionou, recentemente acabou um duradouro relacionamento com a zimbabuana  Yusa Nyandouro, por motivos de ciúme a algum tipo de chat ou site de relacionamentos online, no qual Ivo passava grande parte de seu tempo livre se correspondendo com amizades jamais por ele visto.
Há de quem diz, que Ivo deixou algum descendente em algumas de essas aventuras, talvez as mais sexuais do que amorosas, como a da sadomasoquista francesa Sarah Duvach ou mesmo a ex-atriz pornô de Alagoas Robertinha Matos.
Em seu recinto profissional Ivo sempre fora elogiado, muitos pensam que seu poder de persuasão é demasiado influente nas suas vendas, mas tudo o que vemos na TV não é do jeito que realmente achamos, Ivo adora falar os truques que a televisão nos engana e dos textos e performances decoradas e ensaiadas que ele tinha que realizar e ele os conta em seu recanto de paz e sossego de sexta-feira pós expediente, o Mastro Bar.
Ivo gosta bastante de ouvir diversos tipos de música, desde de axé até mesmo jazz music nas horas de sossego. Se aventurou durante 7 meses e meio em aulas de violão no teatro municipal de sua cidade, mas logo desistiu, levava jeito para a coisa e chegou a fazer simples apresentações para poucos amigos e familiares, os amigos achavam que ele tocava ligeiramente bem, herdou seu primeiro e único violão de seu avo Ivo Ilio, esse sim, não tocava nada e demorou para descobrir que o violão não era um acessório ou um móvel de sua casa.
Ivo possui transtorno obsessivo compulsivo (TOC), possuía manias peculiares como as de usar duas cuecas as quartas e sextas feira, uma sobreposta a outra; estralar 3 vezes o dedão esquerdo do pé toda vez assim que acordava; e contar quanto segundos ele levava a cada vez que urinava, sem interrupções entre os jatos ;dentre outras várias manias.