Ana
Joyce Moraes:
Corpo franzino, cabelos vermelhos
encaracolados, olhos verdes, lábios
carnosos.
Ana gosta de: ervas medicinais, filmes eróticos (caseiros),pêssego em caldas, audiobooks, répteis, pão com mortadela e de roer as unhas do pé.
Ana não gosta de: toalha nova, homens que se depilam, de quem não gosta de répteis, ovos mexidos, almoço em família e chats online.
Ana Joyce trabalha como massagista e
acupunturista, porém se
formou em ciências
sociais e já fez alguns bicos em diferentes áreas, desde de auxiliar em administração a gerente de um pet shop.
Gastou grande parte de seu tempo escolar
como fundadora e presidente do grêmio
estudantil da escola de sua cidade, com personalidade e gênio forte e um poder de persuasão fora do comum, Ana sempre fora
respeitada perante aos colegas ou ao menos temida, como ela mesmo preferia ser;
porém
apesar de parecer uma pessoa rude ou insensível, Ana Joyce tinha um grande coração e uma ótima autoestima, somente os que tinham o privilégio de ter um contato mais próximo com ela poderiam vir a saber disso.
O verdadeiro pai de Ana até hoje nunca se soube a respeito, na
vizinhança
corriam boatos de que ele havia sumido com uma dançarina de funk e fora tentar a vida como
MC nas periferias do Rio de Janeiro, isso Ana ainda tinha seus 2 anos, então viveu com sua mãe e seu padrasto bipolar Pedro Paulo, (o
nome não era
mera coincidência
com a doença que
sofria); Ana infelizmente só teve a
imagem da figura materna até seus 7
anos, quando a noticia em que Maria Júlia
Moraes, sua mãe,
havia sido abduzida por seres extraterrestres em uma expedição que fizera pelos arredores na cidade de
Varginha, se espalhava pelos jornais locais.
Mas Ana superou bem seus traumas de uma
infância um
tanto quanto conturbada, vive com seu padastro até hoje, no qual ela se da muito bem, isso depende muito da hora,
do dia, ou se ele tenha tomado a medicação
contra sua bipolaridade, Ana diz preferir as situações em que condizem com o personagem por
ela chamado de Pedro”, separando o nome composto do padrasto e o transformando
em dois nomes simples para zombar da tal patologia.
Além do
padrasto, mais um ser divide o pequeno quitinete, ou melhor, este divide o quarto
com Ana. Edgar, sua iguana mais do que estimação, a menina ganhara em seu primeiro emprego aos 14 anos em um
pet shop, Edgar já possui
seus mais de oito anos de vivencia e Ana jura poder conversar com o réptil desde o primeiro momento em que ela
o conheceu, alguns amigos o chamam de louca ou põem a culpa em seu vasto interesse por ervas medicinais mas
Edgar sempre foi um grande companheiro e aconselhador para todas as horas.
Ana Joyce tem tido uma vida tranquila
ultimamente, porém o
mesmo ciclo de amizades e de rotinas as tem deixado carente e se sentindo solitária, Ana tem recorrido a certos métodos que antes nunca lhe interessaram,
mas isso só como
uma tentativa dela conhecer alguém ou ao
menos se distrair um pouco.
Edgar
Santiago:
“Nascido” na casa de animais de “estimação” Pet Legal, Edgar só tem recordações de poucas coisas, obviamente que o
dono do pet shop não iria
deixar animais selvagens expostos em vitrines uma vez que os mesmos não tinha a autorização do IBAMA para isso. Edgar lembra de uma
caixa de papelão e de
seu irmão que
ele mesmo nomeou de Ovo, pois foi a única
forma em que o pobre réptil o
conheceu. O dono do estabelecimento geralmente vinha comprando remessas de ovos
de iguanas contrabandeados do Chile, segundo ele era a nova moda na época ter uma iguana como animal de estimação e isso estava lhe trazendo muito
dinheiro.
O sobrenome autointitulado pelo próprio jovem Edgar se diz respeito a caixa
de papelão em
que ele e seu irmão Ovo
moravam nos fundos da loja, na caixa lia-se, Fragile be careful! From: Santiago
(Frágil,
tome cuidado! de: Santiago, Chile) e não se
sabe como que uma iguana latino americana que havia acabado de chocar-se de seu
ovo já possuía
o dom de ler, e ainda por cima em inglês.
Seu grau de interação com seres humanos é
limitado, porém não é isso que sua dona pensa.
Edgar Santiago gosta de: frutas (em
especial bananas), ler romances e filosofia, tomar sol, fumar cigarros com
piteira e assistir ao Discovery Chanel.
Edgar Santiago não gosta de: caixas de papelão, ser zombado de seu sotaque levemente
castelhano, comer ovos (em respeito a seu irmão), rações para
répteis e
de donos de pet shops.
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